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<title>república play</title>
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<title>Comissão aprova criação de prontuário único nacional sobre violência doméstica</title>
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<description>Projeto segue em análise na Câmara dos Deputados</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273924" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273924">
<div class="midia-creditos">Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Laura Carneiro, relatora da proposta na comissão</div>
</div>
<p>A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5424/25, que altera a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2006/lei-11340-7-agosto-2006-545133-norma-pl.html">Lei Maria da Penha</a> para criar o Prontuário Único Nacional de Violência Doméstica.</p>
<p>Com o novo prontuário, as informações sobre violência doméstica de todo o país vão alimentar um único sistema em tempo real. A plataforma vai reunir desde os primeiros boletins de ocorrência e inquéritos policiais até o andamento dos processos na Justiça. A ferramenta também vai registrar as penas aplicadas e monitorar o cumprimento das medidas protetivas de urgência.</p>
<p>Para garantir o cruzamento de dados, o prontuário vai interligar as redes de segurança pública de prefeituras, estados e da União. O sistema também compartilhará o histórico dos casos com os tribunais, o Ministério Público e a Defensoria Pública.</p>
<p>O Ministério da Justiça fará a gestão dessa nova estrutura, com o apoio dos conselhos nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP).</p>
<p>Segundo o autor da proposta, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), a medida é necessária para acabar com a atual fragmentação das ocorrências. Hoje, a divisão isolada das polícias e tribunais locais permite que um agressor esconda seu histórico ao mudar de cidade ou estado.</p>
<p>Acesso restrito e sigilo
Favorável ao texto, a relatora da matéria, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ressaltou que a medida representa um avanço tecnológico fundamental para a preservação da vida.</p>
<p>"O monitoramento em tempo real oferece aos juízes e policiais subsídios concretos para avaliar o risco iminente a que a vítima está exposta. Isso evita a descontinuidade da proteção quando a mulher transita entre diferentes esferas da Justiça", explicou Laura Carneiro.</p>
<p>A proposta garante acesso restrito dos profissionais autorizados ao Sistema de Justiça e assegura o sigilo absoluto dos dados da vítima e de seus dependentes.</p>
<p>Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:26:00 -0300</pubDate>
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<item>
<title>Hugo Motta defende pauta municipalista e destaca apoio da Câmara a prefeituras</title>
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<description>Em discurso na marcha dos prefeitos, presidente da Câmara citou avanços, como a PEC do Suas, o limite para precatórios e o combate ao "novo cangaço"</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273811" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273811">
<div class="midia-creditos">Marina Ramos / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na sessão de abertura da marcha</div>
</div>
<p>O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defendeu a pauta municipalista ao discursar na abertura da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, no Centro Internacional de Convenções do Brasil. Ele afirmou que o fortalecimento das cidades é essencial para a prestação de serviços públicos e para o desenvolvimento do país. Motta destacou medidas aprovadas pela Câmara voltadas ao apoio financeiro e administrativo dos municípios brasileiros.</p>
<p>Segundo Hugo Motta, a atuação do Legislativo tem buscado avançar em propostas que aliviem as contas das prefeituras e ampliem a capacidade de atendimento à população. Entre as iniciativas citadas está a proposta de emenda à Constituição do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que prevê a destinação de 1% da receita corrente líquida da União, dos estados e dos municípios para a assistência social.</p>
<p>“Se antes a gestão municipal cambaleava na manutenção dos CRAS e CREAS, agora recebe um novo impulso para manter os equipamentos funcionando. E quem ganha é o cidadão, porque não deixará de receber o Bolsa Família, será acolhido e seus direitos serão assegurados”, discursou Motta.</p>
<p>O presidente da Câmara também mencionou a aprovação da emenda constitucional que estabeleceu limites para o pagamento de precatórios pelos municípios. De acordo com ele, a medida busca reduzir o impacto fiscal das dívidas judiciais sobre os cofres municipais.</p>
<p>“No enfrentamento das dificuldades fiscais dos municípios, entregamos outro grande alívio para os gestores das cidades de todo o Brasil: a aprovação da PEC 66, que limitou o pagamento dos precatórios”, defendeu o presidente.</p>
<p>“Não existe projeto consistente de desenvolvimento nacional sem municípios fortes e capazes de prestar serviços públicos de qualidade. Por isso, a Câmara dos Deputados trabalha em defesa do municipalismo”, afirmou o parlamentar.</p>
<p>Segurança pública
Na área de segurança pública, Hugo Motta ressaltou a inclusão dos agentes de trânsito no Fundo Nacional de Segurança Pública, o que permite investimentos em capacitação profissional, equipamentos e ações de segurança viária. O parlamentar também citou o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, já transformado em lei, com foco no enfrentamento de organizações criminosas que atuam em cidades do interior do país.</p>
<p>“Queremos, com isso, enfrentar de forma definitiva o chamado novo cangaço, que paralisa os municípios, destrói agências bancárias, fecha acessos e sitia a população”, disse Motta.</p>
<p>Durante o discurso, o presidente da Câmara destacou ainda ações voltadas à saúde e à mobilidade urbana. Na saúde, mencionou o programa Agora Tem Especialistas, do governo federal, aprovado pela Câmara, que prevê a utilização de carretas itinerantes para exames e consultas médicas em municípios brasileiros. Já na mobilidade urbana, citou a aprovação do Marco Legal do Transporte Público, que amplia as possibilidades de financiamento para os sistemas municipais de transporte coletivo.</p>
<p>Emendas parlamentares
Hugo Motta também defendeu as emendas parlamentares como mecanismo de aproximação entre o Orçamento da União e as demandas locais. Segundo ele, os recursos permitem direcionar investimentos para obras, serviços e ações consideradas prioritárias pelos gestores municipais e parlamentares que atuam em contato direto com a população.</p>
<p>“Os parlamentares ajudam a direcionar investimentos para obras, serviços e ações que melhoram a vida da população e auxiliam os prefeitos na difícil missão de administrar suas cidades”, defendeu.</p>
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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Tue, 19 May 2026 12:26:00 -0300</pubDate>
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<item>
<title>Comissão ouve diretor da Polícia Federal sobre cooperação internacional e caso Ramagem</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/comissao-ouve-diretor-da-policia-federal-sobre-cooperacao-internacional-e-caso-ramagem</link>
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<description>Informações: Agência Câmara Notícias</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1218559" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1218559">
<div class="midia-creditos">Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues</div>
</div>
<p data-start="2760" data-end="3152">A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados ouve nesta quarta-feira (20) o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, sobre a atuação internacional da instituição em ações de cooperação entre autoridades. O debate abordará a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos e seus desdobramentos institucionais.</p>
<p data-start="3154" data-end="3323">Também deve ser discutida a manifestação de uma representação diplomática estrangeira acerca da suposta atuação de um agente público brasileiro em seu território.</p>
<p data-start="3325" data-end="3435">O debate será realizado às 9h30, no plenário 3. A audiência foi solicitada por diversos parlamentares.</p>

<a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82032">Veja quem foi convidado para o debate</a>

<p data-start="3480" data-end="3522">Os deputados querem esclarecimentos sobre a legalidade dos procedimentos adotados; os mecanismos de compartilhamento de informações; a cooperação jurídica internacional; e os impactos diplomáticos, jurídicos e institucionais dessas ações nas relações bilaterais e na credibilidade dos órgãos brasileiros no exterior.</p>
<p data-start="3808" data-end="4109" data-is-last-node="" data-is-only-node="">“É necessário promover o adequado esclarecimento dos fatos e discutir os mecanismos de cooperação internacional envolvendo autoridades brasileiras e estrangeiras, diante das repercussões jurídicas, diplomáticas e institucionais do caso”, afirmam os parlamentares no requerimento em que pedem o debate.</p>
]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Comissão aprova proposta que proíbe entrada no país de veículos ligados a criminosos</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/comissao-aprova-proposta-que-proibe-entrada-no-pais-de-veiculos-ligados-a-criminosos</link>
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<description>O projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273634" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273634">
<div class="midia-creditos">Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Luiz Philippe: texto atua na prevenção</div>
</div>
<p>A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3996/25, que proíbe o ingresso em território nacional de meios de transporte vinculados a pessoas físicas ou jurídicas sancionadas por crimes de alta gravidade.</p>
<p>O objetivo da proposta, do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), é evitar que o Brasil seja utilizado como rota, abrigo ou ponto de apoio para o crime organizado transnacional.</p>
<p>A proibição de ingresso aplica-se a aeronaves, embarcações e veículos terrestres. O público-alvo são indivíduos ou empresas, nacionais ou estrangeiros, punidos por envolvimento em crimes como tráfico internacional, lavagem de dinheiro, terrorismo e contrabando.</p>
<p>O relator, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), recomendou a aprovação do projeto, com o argumento de que o texto atua preventivamente ao ingresso de atividades ilegais no território nacional.</p>
<p>“A medida também se coaduna com a atuação do Brasil no sistema internacional, reforçando a credibilidade do país no cumprimento de compromissos internacionais e na cooperação com outros Estados no enfrentamento de ameaças globais”, disse o relator.</p>
<p>Modificação
Luiz Philippe de Orleans e Bragança alterou o projeto para delimitar de forma técnica e precisa o que se deve entender como fronteira marítima, que é a definição prevista na <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1993/lei-8617-4-janeiro-1993-362973-norma-pl.html">Lei 8.617/93</a>.</p>
<p>Segundo essa lei, “o mar territorial brasileiro compreende uma faixa de 12 milhas marítima de largura, medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental e insular, tal como indicada nas cartas náuticas de grande escala, reconhecidas oficialmente no Brasil”.</p>
<p>Próximos passos
O projeto, que também já havia sido aprovado pela Comissão de Segurança Pública, segue agora para análise conclusiva da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.</p>

<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a>

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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Mon, 18 May 2026 19:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Comissão de Saúde aprova prioridade no SUS para povos do campo, da floresta e das águas</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/comissao-de-saude-aprova-prioridade-no-sus-para-povos-do-campo-da-floresta-e-das-aguas</link>
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<description>Relatora considerou que diretrizes para atenção integral a esses grupos ainda é insuficiente para garantir igualdade no acesso à saúde</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273519" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273519">
<div class="midia-creditos">Ettore Chiereguini / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Juliana Cardoso: essas populações enfrentam dificuldades devido à distância dos centros urbanos e aos riscos ocupacionais e ambientais</div>
</div>
<p>A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1807/19, que estabelece prioridade no atendimento médico e odontológico para as populações do campo, da floresta e das águas no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida valerá para consultas, exames e cirurgias.</p>
<p>De autoria da ex-deputada Bia Cavassa (MS), a proposta define como beneficiários os povos e comunidades cujos modos de vida e de produção estão ligados ao meio rural, florestal ou aquático. Entre eles, estão agricultores familiares, trabalhadores rurais, ribeirinhos, populações de reservas extrativistas e pessoas atingidas por barragens.</p>
<p>A relatora, deputada Juliana Cardoso (PT-SP), recomendou a aprovação do projeto. Ela destacou que a iniciativa promove a igualdade de acesso à saúde, considerando as dificuldades enfrentadas por essas populações devido à distância dos centros urbanos e aos riscos ocupacionais e ambientais específicos, como exposição a agrotóxicos e acidentes com animais peçonhentos.</p>
<p>“O Ministério da Saúde traçou diretrizes para a atenção integral a esses grupos, porém ainda se depende da intervenção ágil da atenção primária e das equipes de Saúde da Família para a interlocução dentro da rede de saúde”, observou Juliana Cardoso.</p>
<p>Regras de prioridade
O projeto deixa claro que a prioridade garantida não anula os protocolos clínicos existentes. Assim, a classificação de risco continua sendo respeitada, garantindo que pacientes em situações de maior urgência ou gravidade tenham atendimento preferencial imediato.</p>
<p>Próximos passos
O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.</p>

<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a>

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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Comissão aprova programa próprio de alimentação para institutos federais</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/comissao-aprova-programa-proprio-de-alimentacao-para-institutos-federais</link>
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<description>O projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273504" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273504">
<div class="midia-creditos">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Deputada Lídice da Mata, relatora do projeto de lei</div>
</div>
<p data-start="182" data-end="365">A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4349/25, que cria o Programa de Alimentação Saudável na Educação Profissional e Tecnológica.</p>
<p data-start="367" data-end="604">A nova regra garante orçamento exclusivo para custear as refeições de alunos de institutos federais, dos Centros Federais de Educação Tecnológica, do Colégio Pedro II e de escolas técnicas vinculadas a universidades.</p>
<p>O programa vai beneficiar todos os estudantes matriculados em cursos presenciais dessas instituições. A medida abrange desde os alunos do ensino técnico de nível médio até os universitários matriculados na graduação e na pós-graduação.</p>
<p>Hoje, a legislação agrupa o orçamento para as refeições desses alunos de ensino médio e técnico dentro do mesmo programa que atende os universitários, o  Programa de Alimentação Saudável na Educação Superior.</p>
<p>O autor da proposta, deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), argumentou que essa mistura prejudica as escolas técnicas. Segundo ele, o dinheiro repassado não é suficiente para pagar as refeições dos estudantes em tempo integral.</p>
<p>A relatora da matéria, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), defendeu a aprovação da proposta, com emendas que fazem ajustes de redação, sem alterar o conteúdo.</p>
<p>“O projeto aprimora programas de permanência estudantil e cria uma dotação própria e permanente. Isso confere previsibilidade financeira às instituições e reforça o compromisso do Estado com a conclusão dos estudos pelos jovens”, defendeu a relatora.</p>
<p>Exceções e alcance
O texto aprovado determina que a distribuição da nova verba dará prioridade aos estudantes matriculados em cursos técnicos de nível médio em tempo integral e à compensação de diferenças regionais no custo dos alimentos.</p>
<p>O projeto também determina a construção de refeitórios com infraestrutura para funcionar como cozinhas de aula prática (laboratórios) para os alunos de gastronomia e áreas afins.</p>
<p>Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e segue para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>

<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a>

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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Comissão promove seminário sobre a Nova Economia</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/comissao-promove-seminario-sobre-a-nova-economia</link>
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<description>Evento discutirá modelo de desenvolvimento que une crescimento econômico, justiça social e sustentabilidade ambiental</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1204827" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1204827">
<div class="midia-creditos">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Talíria Petrone solicitou o debate</div>
</div>
<p data-start="32" data-end="233">A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (19), seminário para discutir a Nova Economia. O evento será realizado às 14 horas, no Auditório Freitas Nobre.</p>

<a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82129">Veja quem foi convidado</a>

<p data-start="260" data-end="495">O debate atende a pedido da deputada Talíria Petrone (Psol-RJ). Segundo a parlamentar, a Nova Economia propõe um novo modelo de desenvolvimento, capaz de articular crescimento econômico, justiça social e sustentabilidade ambiental.</p>
<p data-start="497" data-end="730">Talíria afirma que a proposta parte do reconhecimento de que o Brasil e o mundo enfrentam uma crise multidimensional — econômica, social, climática e de representação política — que evidencia os limites dos modelos econômicos atuais.</p>
<p data-start="732" data-end="979">A parlamentar acrescenta que a Nova Economia busca enfrentar desigualdades estruturais, estimular a reindustrialização baseada na inovação e promover a transição para uma economia de baixo carbono, com geração de trabalho digno e bem-estar social.</p>
<p data-start="981" data-end="1193" data-is-last-node="" data-is-only-node="">“Debater essa agenda no âmbito do Parlamento brasileiro é fundamental, uma vez que grande parte dos instrumentos necessários para viabilizar essa transformação depende também de iniciativas legislativas”, afirma a deputada.</p>
]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Mon, 18 May 2026 14:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Comissão aprova proposta que dispensa autorização de idoso para denúncia de agressão física</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/comissao-aprova-proposta-que-dispensa-autorizacao-de-idoso-para-denuncia-de-agressao-fisica</link>
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<description>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelas comissões da Câmara e, em seguida, pelo Senado Federal</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273405" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273405">
<div class="midia-creditos">Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Daniel Agrobom é o relator da proposta</div>
</div>
<p>A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reafirma a natureza pública e incondicionada da ação penal por lesão corporal contra pessoas idosas. A medida permite que o Ministério Público inicie o processo contra o agressor sem depender da vontade ou da denúncia formal da vítima ou de sua família.</p>
<p>O texto aprovado foi um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO), ao PL 7013/25. A nova versão mantém a essência do projeto original, do deputado Duda Ramos (Pode-RR), mas inclui a regra diretamente no <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-2848-7-dezembro-1940-412868-norma-pe.html">Código Penal</a>.</p>
<p>Atualmente, o <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2003/lei-10741-1-outubro-2003-497511-norma-pl.html">Estatuto da Pessoa Idosa</a> já estabelece que os crimes nele definidos são de ação pública incondicionada.</p>
<p>Vizinhos
Daniel Agrobom defendeu a medida argumentando que muitas agressões contra pessoas com 60 anos ou mais só chegam ao conhecimento das autoridades por meio de vizinhos ou cuidadores. “Uma vez ciente do fato por comunicação de um vizinho, por exemplo, o Ministério Público iniciará uma ação que reafirmará o princípio da dignidade da pessoa humana”, explicou.</p>
<p>Agrobom ressaltou, ainda, que a proposta ajuda a romper barreiras sociais. “Independentemente da classe social, mulheres e homens são afetados, usualmente no ambiente familiar, por empurrões, tapas e agressões físicas de menor potencial agressivo”, listou.</p>
<p>O relator acrescentou que, à medida que essas agressões se repetem, as pessoas idosas acumulam sofrimento emocional e físico, o que compromete sua segurança e dignidade pessoais.</p>
<p>Próximos passos
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>
<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelas comissões da Câmara e, em seguida, pelo Senado Federal, antes de seguir para sanção da Presidência da República.</p>

<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei </a>

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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Mon, 18 May 2026 13:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Conselho de Ética analisa processos contra deputados nesta terça-feira</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/conselho-de-etica-analisa-processos-contra-deputados-nesta-terca-feira</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.republicaplay.com.br/noticia/conselho-de-etica-analisa-processos-contra-deputados-nesta-terca-feira</guid>
<description>Informações: Agência Câmara Notícias</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div>
<div id="image-container-1273317" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273317">
<div class="midia-creditos">Bruno Spada / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante reunião</div>
</div>
</div>
<div>O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados se reúne nesta terça-feira (19), às 14 horas, no plenário 11, para analisar processos instaurados contra parlamentares.</div>
<div></div>
<div>Entre os itens da pauta está o parecer do deputado Ricardo Maia (MDB-BA) sobre a <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2563296">Representação 26/25</a>, contra Marcos Pollon (PL-MS). No parecer, Maia recomenda a suspensão do mandato de Pollon por 90 dias. O texto foi apresentado em reunião anterior, mas um pedido de vista adiou a votação.</div>
<div>
<p>Na representação da Mesa Diretora, Marcos Pollon é acusado de fazer ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta durante a ocupação do Plenário.</p>
</div>
<div>Novos processos</div>
<div>Também estão previstos a instauração de novos processos e o sorteio de nomes para formar listas tríplices para as seguintes representações:</div>

<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2546003">REP 15/25</a>, do Partido Liberal - PL, contra o deputado André Janones (Rede-MG)

<p>O partido acusa Janones de quebra de decoro parlamentar por publicações nas redes sociais contra Michelle Bolsonaro e outras mulheres. As publicações são apontadas como ofensivas, sexistas e incompatíveis com a dignidade do mandato.</p>
<div>

<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3115232efilename=REP%203/2026">REP 3/26</a>, do Partido Novo, contra os deputados do Psol Chico Alencar (RJ), Glauber Braga (RJ), Pastor Henrique Vieira (RJ), Ivan Valente (SP), Célia Xakriabá (MG), Erika Hilton (SP), Fernanda Melchionna (RS), Professora Luciene Cavalcante (SP), Luiza Erundina (SP), Sâmia Bomfim (SP), Talíria Petrone (RJ) e Tarcísio Motta (RJ), e o deputado Lindbergh Farias.

<p>O partido questiona a conduta dos parlamentares que acionaram a Procuradoria-Geral da República contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a representação, o senador convocou uma vigília de oração pela saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar. Os deputados afirmaram que a vigília seria uma "manobra" para dificultar as ações policiais.</p>
</div>

REP 10/26, do Partido dos Trabalhadores, contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL)

<div>O partido afirma que o deputado fez ofensas e acusações graves contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) durante reunião da CPMI do INSS, repetiu ataques em entrevista coletiva e voltou a criticá-lo publicamente dias depois.</div>
<div></div>
<div>Novo sorteio</div>
<div>Também está previsto novo sorteio para escolha do nome de relator das seguintes representações:</div>
<div>

<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3115218efilename=REP%201/2026">REP 1/26</a>, do Partido Liberal contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ);

<p>A acusação sustenta que o parlamentar usou o cargo para promover perseguição política contra adversários, entre eles o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (SP).</p>
</div>
<div>Será substituído o deputado Da Vitoria (PP-ES).</div>
<div>

<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3115237efilename=REP%204/2026">REP 4/26</a>, do Partido Novo contra o deputado Rogério Correia (PT-MG);

<p>O partido acusa Correia de agredir fisicamente o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) durante confusão em uma reunião da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS.</p>
</div>
<div>Será substituído o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO).</div>
<div>

<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3115257efilename=REP%207/2026">REP 7/26</a>, do Partido Novo contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP).

<p>O Novo reclama que, em declarações nas redes sociais, a deputada teria usado termos ofensivos, como "imbecis" e "esgoto da sociedade", para criticar opositores políticos. O partido alega que a imunidade parlamentar não deve acobertar ataques à honra de terceiros.</p>
<p>Será substituído o deputado Ricardo Ayres.</p>
</div>
<div>

<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3115382efilename=REP%209/2026">REP 9/26</a>, do Partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias.

<p>O partido acusa Lindbergh Farias de quebra de decoro por ter chamado o deputado Alfredo Gaspar de "estuprador" durante reunião da CPMI do INSS.</p>
<p>Será substituído o deputado Da Vitoria.</p>
</div>

<a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82007">Veja a pauta completa</a>

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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Mon, 18 May 2026 11:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Comissão aprova punição mais rígida para motorista que causar morte no trânsito</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/comisso-aprova-punio-mais-rgida-para-motorista-que-causar-morte-no-trnsito</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.republicaplay.com.br/noticia/comisso-aprova-punio-mais-rgida-para-motorista-que-causar-morte-no-trnsito</guid>
<description>Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273268" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273268">
<div class="midia-creditos">Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Bebeto é o relator da proposta</div>
</div>
<p>A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 276/26, que aumenta as penas pelo crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção de veículos automotores. A proposta eleva o tempo de prisão e fixa, em dez anos, o prazo de suspensão da carteira de motorista.</p>
<p>Atualmente, o <a href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Código de Trânsito Brasileiro</a> prevê, para esse crime, pena de detenção de dois a quatro anos. O novo texto altera a pena para reclusão de quatro a oito anos.</p>
<p>Além disso, a proposta estabelece que o condutor condenado ficará proibido de dirigir ou de obter habilitação por uma década, endurecendo a regra geral vigente.</p>
<p>A autora da proposta, deputada Delegada Ione (PL-MG), argumenta que a conduta culposa que resulta em morte demonstra "falha severa no dever objetivo de cuidado, legitimando, assim, que o Estado adote resposta penal mais rigorosa, com nítido caráter preventivo-especial, bem como a reafirmação do valor da vida no sistema penal de trânsito".</p>
<p>O relator, deputado Bebeto (PP-RJ), defendeu os argumentos da relatora e destacou que o rigor ajuda a prevenir tragédias. “A elevação da pena representa medida proporcional à gravidade do resultado produzido, pois muitas mortes decorrem de violações graves do dever de cuidado”, disse.</p>
<p>Próximas etapas
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, depois, pelo Plenário.</p>
<p>Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>

<a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a>

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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Mon, 18 May 2026 09:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Especialistas defendem proibição total do mercúrio para conter crise ambiental e de saúde na Amazônia</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/especialistas-defendem-proibicao-total-do-mercurio-para-conter-crise-ambiental-e-de-saude-na-amazonia</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.republicaplay.com.br/noticia/especialistas-defendem-proibicao-total-do-mercurio-para-conter-crise-ambiental-e-de-saude-na-amazonia</guid>
<description>Audiência pública na Comissão da Amazônia debateu os impactos severos do metal pesado na saúde de indígenas, ribeirinhos e trabalhadores</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273143" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273143">
<div class="midia-creditos">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Especialistas apontam que índice de contaminação chega a 20 vezes acima dos limites de segurança</div>
</div>
<p>O fim do uso do mercúrio na atividade minerária é a única solução definitiva para interromper a contaminação crônica que afeta o meio ambiente, a segurança alimentar e a saúde das populações na Amazônia. Essa foi a principal conclusão de especialistas, pesquisadores e representantes da sociedade civil e do governo durante audiência pública realizada pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados. A reunião atendeu ao requerimento da deputada Dilvanda Faro (PT-PA).</p>
<p>Estudos recentes liderados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam um cenário epidemiológico alarmante no território do povo Mundurucu, no Pará. Pesquisadores monitoram dez aldeias nas regiões do alto e médio Tapajós para avaliar os impactos do metal nos primeiros mil dias de vida — período que vai da gestação aos dois anos de idade.</p>
<p>De acordo com o médico e pesquisador da Fiocruz Paulo César Basta, a barreira placentária é violada quando a mãe consome peixes contaminados. O mercúrio atinge diretamente o feto em formação, gerando danos neurológicos severos e irreversíveis.</p>
<p>"Em média, as mulheres apresentam 8,73 microgramas de mercúrio para cada grama de cabelo analisado. Esse ponto é quase cinco vezes acima do limite de segurança estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Tem situações em que as mulheres apresentam quase 40 microgramas, ou seja, 20 vezes acima dos limites de segurança", afirmou.</p>
<p>Nas crianças monitoradas, a média de concentração é de 4,35 microgramas por grama de cabelo, o que representa duas vezes e meia o limite tolerável. O pesquisador alertou para o surgimento crescente de crianças nascendo com síndromes neurológicas graves que se assemelham visualmente à histórica tragédia de Minamata, ocorrida no Japão na década de 1950.</p>
<div id="image-container-1273145" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273145">
<div class="midia-creditos">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Décio Yokota: consumo de peixes contaminados chegou às cidades amazônicas</div>
</div>
<p>Centros urbanos
A contaminação por mercúrio ultrapassou os limites das terras indígenas e já alcançou os grandes centros urbanos da Região Norte. O Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) realizou coletas de peixes diretamente em feiras livres de capitais e municípios amazônicos.</p>
<p>O coordenador do Iepé, Décio Yokota, explicou que as espécies piscivas (carnívoras), como o tucunaré, são as mais apreciadas pela população e as que mais acumulam o metal pesado.</p>
<p>"Não estamos falando de uma contaminação que afeta só os povos indígenas, mas infelizmente todos os amazônidas. Mesmo nas cidades, existe um consumo muito grande de peixes", alertou</p>
<p>A professora e biomédica Gabriela Rifano, da Universidade Federal do Pará (UFPA), corroborou os dados ao apresentar estudos comparativos que apontam que a concentração de mercúrio no sangue das populações amazônicas é brutalmente superior à de países do hemisfério norte. Enquanto nos Estados Unidos e Reino Unido a média fica em torno de 0,3 microgramas por litro, na Amazônia esse índice chega a 25 microgramas por litro.</p>
<p>Rifano ressaltou que a contaminação ambiental não provém exclusivamente do garimpo. Grandes projetos de infraestrutura, como hidrelétricas, além de queimadas e o desmatamento, remobilizam o mercúrio naturalmente presente no solo, inserindo-o na cadeia alimentar.</p>
<div id="image-container-1273144" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273144">
<div class="midia-creditos">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Maial Caiapó: controle do governo federal precisa ser acompanhado de políticas de saúde, educação e recuperação produtiva</div>
</div>
<p>Plano Ouro sem Mercúrio
O cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na Convenção de Minamata foi alvo de duras críticas. O país recebeu um aporte de 1 milhão de dólares do Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environmental Fund - GEF) para elaborar o Plano de Ação Nacional, batizado internamente de "Plano Ouro sem Mercúrio".</p>
<p>Segundo as entidades ouvidas pela comissão, o processo, centralizado no Ministério de Minas e Energia, carece de transparência e excluiu os ministérios parceiros, as organizações civis e as lideranças indígenas do debate. Além disso, o foco do plano governamental restringe-se ao garimpo legal.</p>
<p>"A decisão foi só focar no garimpo legal. É um pouco como falar: 'bom, a gente tem um problema de drogas, mas vamos só lidar com as drogas legais; as ilegais a gente manda para a polícia'. Eu não sei se a gente vai resolver o problema de contaminação se o principal instrumento não lida com o garimpo ilegal. Acho que isso é um erro estratégico", avaliou Décio Yokota.</p>
<p>A líder indígena Maial Caiapó, representante da Aliança em Defesa dos Territórios, destacou que as ações de comando e controle do governo federal precisam ser acompanhadas de políticas de saúde, educação e recuperação produtiva para evitar que os invasores retornem após a remoção.</p>
<div id="image-container-1273150" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273150">
<div class="midia-creditos">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Eduardo Serra: garimpeiro é a primeira vítima do ciclo de contaminação</div>
</div>
<p>Precarização do trabalho
O Ministério Público do Trabalho (MPT) e fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam ainda que a cadeia clandestina do ouro na Amazônia baseia-se na exploração humana e na precarização extrema.</p>
<p>O procurador do Trabalho Eduardo Serra Filho afirmou o garimpeiro que manuseia o metal sem proteção e respira os vapores da queima do amálgama é a primeira vítima do ciclo.</p>
<p>"A degradação ambiental pelo uso do mercúrio é simultaneamente degradação do ambiente laboral. Onde há garimpo ilegal, também há trabalho desprotegido. A cadeia produtiva do ouro acaba sendo, em larga medida, uma cadeia de precarização do trabalho", disse o procurador.</p>
<p>Dados da fiscalização federal corroboram a tese. A coordenadora-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo do MTE, Shakti Borela, informou que o órgão realizou mais de 40 ações fiscais em áreas de garimpo nos últimos anos, resultando no resgate de mais de 700 trabalhadores de condições análogas às de escravo.</p>
<p>"Em regra, onde há descumprimento da norma ambiental e invasão de área indígena, há condições precárias ou degradantes de trabalho", afirmou.</p>
<p>Rotas de contrabando
O Ministério Público Federal (MPF) alertou para a complexidade logística das organizações criminosas que financiam a atividade na Amazônia. Como o Brasil não produz mercúrio, todo o volume utilizado no país ingressa ilegalmente por meio de contrabando terrestre e fluvial, tendo como principais portas de entrada as fronteiras com a Bolívia e a Guiana.</p>
<p>O procurador da República André Luiz Cunha questionou a incoerência dos órgãos reguladores e ambientais que ainda emitem licenças para a lavra de ouro sem rastrear a origem do insumo químico.</p>
<p>"Se todo o mercúrio é produto de contrabando, por que órgãos ambientais e a Agência Nacional de Mineração concedem autorização para o exercício dessa atividade? Há, portanto, um véu de legalidade sobre uma atividade que usa um insumo ilegal", indagou.</p>
<p>O MPF identificou que o respaldo jurídico para a concessão dessas licenças baseia-se em dois decretos federais de 1989 (<a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/decret/1989/decreto-97517-16-fevereiro-1989-439541-norma-pe.html">Decretos 97.517/89</a> e <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/decret/1989/decreto-97634-10-abril-1989-448275-norma-pe.html">97.634/89</a>) que apenas condicionam o uso do mercúrio à obtenção de licença ambiental, em vez de proibi-lo. O órgão enviou uma nota técnica à Casa Civil e ao Ministério do Meio Ambiente defendendo a inconstitucionalidade e a revogação imediata dessas normas.</p>
<p>Propostas
A comissão anunciou que dará apoio político para acelerar a tramitação de projetos de lei de transição ecológica e proteção à saúde. Entre eles, o Projeto de Lei 1011/23, aprovado no Senado, que institui a Política Nacional de Prevenção da Exposição ao Mercúrio; além do <a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1085859-projeto-proibe-o-uso-do-mercurio-pela-atividade-mineradora-no-pais">Projeto de Lei 2417/24</a>, de autoria do deputado Nilto Tatto (PT-SP), que veda em caráter definitivo o uso da substância em qualquer atividade minerária no território nacional.</p>
<p> </p>
<div id="infografico-container-1172190" style="width: 100%;"></div>
<p> </p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Fri, 15 May 2026 19:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Comissão aprova cordão de fita roxa como símbolo para identificar pessoas com Alzheimer</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/comissao-aprova-cordao-de-fita-roxa-como-simbolo-para-identificar-pessoas-com-alzheimer</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.republicaplay.com.br/noticia/comissao-aprova-cordao-de-fita-roxa-como-simbolo-para-identificar-pessoas-com-alzheimer</guid>
<description>Proposta segue em análise na Câmara</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1273091" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1273091">
<div class="midia-creditos">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Prado: cordão poderá ajudar a promover cultura de respeito</div>
</div>
<p>A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 334/26, que cria o cordão de fita roxa como símbolo nacional para identificar pessoas com Alzheimer. A proposta altera a <a class="linkLegislacao" href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2008/lei-11736-10-julho-2008-577846-norma-pl.html">Lei 11.736/08</a>, que institui o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer (21 de setembro).</p>
<p>O objetivo da medida, apresentada pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), é facilitar a identificação de pacientes em espaços públicos para evitar situações de conflito ou constrangimento.</p>
<p>“Sintomas comportamentais típicos, como a perda de filtros sociais e reações impulsivas, são frequentemente mal interpretados por desconhecidos como atos voluntários de desrespeito ou agressão, gerando reações defensivas que agravam a vulnerabilidade do enfermo”, afirmou o relator, deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG).</p>
<p>Ele recomendou a aprovação do projeto e disse que o símbolo ajudará a promover uma cultura de respeito e proteção. “A identificação será importante em situações de desorientação ou confusão mental, momentos em que o cordão poderá ser o diferencial para um atendimento adequado, empático e ágil do paciente e de seus familiares”, disse ainda.</p>
<p>O uso do cordão será facultativo e não substituirá a apresentação de laudos médicos quando a comprovação do diagnóstico for exigida por lei.</p>
<p>A iniciativa é inspirada em outros modelos de identificação visual, como o cordão de girassol, usado para sinalizar deficiências ocultas.</p>
<p>Próximos passos
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, podendo seguir depois diretamente para o Senado sem precisar passar pelo Plenário da Câmara.</p>
<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Sendo.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/573454-SAIBA-MAIS-SOBRE-A-TRAMITACAO-DE-PROJETOS-DE-LEI">Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei</a></p>
]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Fri, 15 May 2026 17:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Frentes parlamentares criticam fim da "taxa das blusinhas" e apontam concorrência desleal</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/frentes-parlamentares-criticam-fim-da-taxa-das-blusinhas-e-apontam-concorrencia-desleal</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.republicaplay.com.br/noticia/frentes-parlamentares-criticam-fim-da-taxa-das-blusinhas-e-apontam-concorrencia-desleal</guid>
<description>Presidente das duas frentes diz que a medida prejudica o setor produtivo e o comércio nacional</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1255969" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1255969">
<div class="midia-creditos">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Julio Lopes prevê prejuízo ao emprego</div>
</div>
<p>Duas frentes parlamentares condenaram a decisão do governo federal de acabar com a chamada “taxa das blusinhas” — o imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50. A isenção foi formalizada por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por uma portaria do Ministério da Fazenda.</p>
<p>As frentes parlamentares pelo Brasil Competitivo (FPBC) e em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria (FPI) argumentam que a medida amplia a concorrência desleal e prejudica o setor produtivo nacional.</p>
<p>O presidente de ambas as frentes, deputado Julio Lopes (PP-RJ), criticou a falta de equilíbrio nas condições de disputa entre as plataformas estrangeiras e as empresas brasileiras. “Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, a produção nacional e o comércio formal”, afirmou o parlamentar.</p>
<p>Isonomia tributária
Em nota, a Frente pelo Brasil Competitivo afirmou que o tema exige uma discussão técnica profunda, especialmente devido aos impactos sobre pequenos e médios empreendedores nacionais. A frente propõe que, para garantir a isonomia, o governo ofereça tratamento tributário igualitário para compras nacionais de até R$ 250, em linha com os critérios aplicados ao comércio exterior.</p>
<p>Para a Frente em Defesa da Propriedade Intelectual, a medida enfraquece a indústria e o comércio formal, que seguem submetidos a uma elevada carga tributária e custos operacionais que não atingem as plataformas internacionais de comércio eletrônico.</p>
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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Wed, 13 May 2026 19:26:00 -0300</pubDate>
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<title>Governo defende regulação "cirúrgica" de plataformas digitais em audiência na Câmara</title>
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<description>Representantes do setor acreditam que custos de adaptação podem ser repassados para o consumidor</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1272057" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1272057">
<div class="midia-creditos">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</div>
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<div class="midia-legenda">Comissão de Desenvolvimento Econômico</div>
</div>
<p>O secretário de Políticas Digitais da Secom/Presidência da República, João Brant, afirmou nesta quarta-feira (13) que o projeto de regulação das plataformas digitais (<a class="linkProposicao" href="https://www.camara.leg.br/noticias/1204382-projeto-permite-processos-no-cade-para-proteger-concorrencia-em-mercados-digitais">PL 4675/25</a>) atuará de forma "cirúrgica" na economia. Em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, ele explicou que a proposta destrava gargalos do setor e assegura a concorrência, sem criar regras rígidas ou impedir avanços tecnológicos.</p>
<p>"O PL é mais 'soft' que o modelo europeu, reconhecendo que não é necessária uma receita única para todos, mas sim atuar cirurgicamente para destravar gargalos. A proposta busca um equilíbrio que não gere um regramento mais duro do que o necessário, prezando pela livre concorrência justa", disse Brant.</p>
<p>Pronto para votação no Plenário, o projeto permite ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) criar novos tipos de processos e impor novos deveres a plataformas digitais com faturamento anual superior a R$ 5 bilhões no Brasil.</p>
<p>Para proteger a concorrência, essas empresas — classificadas como de relevância sistêmica — ficam proibidas de adotar práticas como a criação de obstáculos a outras marcas ou o favorecimento de produtos próprios.</p>
<p>Modelos de negócio
O assessor técnico da presidência do Cade, Paulo Henrique de Oliveira, esclareceu que o PL não trata de mídias sociais ou moderação de conteúdo, mas de modelos de negócio.</p>
<p>"O Cade não tem em sua história um caso envolvendo qualquer forma de rede social. Não é âmbito e objeto do controle concorrencial qualquer que seja a ação de conteúdo em qualquer plataforma. O Cade lida com modelos de negócio e concorrência", afirmou.</p>
<p>Na visão de Oliveira, o atual controle de mercado posterior (ex-post) feito pelo conselho é ineficaz diante da velocidade digital.</p>
<p>Para ilustrar essa ineficácia, ele citou um processo aberto pelo órgão em 2019 para investigar a relação entre plataformas de busca e o mercado jornalístico. Segundo ele, a apuração demorou cerca de sete anos para chegar a uma decisão preliminar e, quando foi concluída, o modelo de negócios investigado já havia deixado de existir.</p>
<p>"A comparação que eu tenho gostado de fazer é que, no mundo concorrencial, lidar com a caixinha de ferramentas que o Cade tem é física newtoniana. E lidar com mercados digitais é física quântica. É a mesma coisa, só que a ferramenta não funciona exatamente para aquilo e a gente tem problema de adaptação”, disse.</p>
<p>Transparência
A coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli, defendeu a auditoria dos algoritmos por órgãos de controle, medida prevista no projeto. Segundo ela, as plataformas precisam comprovar o cumprimento de normas operacionais.</p>
<p>"Obrigações como o dever de cuidado e a moderação de conteúdo não podem ser efetivadas sem um alto grau de transparência que permita ao poder público e à sociedade acompanhar se as plataformas estão cumprindo seus deveres ou abusando deles por interesses econômicos ou políticos", afirmou.</p>
<p>Custos
Por sua vez, o representante da Associação Latino-Americana de Internet (Alai), Sérgio Alves, criticou o regime de urgência do PL e alertou que custos de adequação podem ser repassados aos consumidores e reduzir a inovação.</p>
<p>"Uma análise de impacto regulatório entendeu que o projeto tem um custo significativo no processo de adequação de empresas, um custo que pode ser transmitido a consumidores, com alguma margem também de um impacto potencial na redução de inovação no Brasil, que muito provavelmente é um reflexo da amplitude que o texto ainda tem", pontuou.</p>
<p>Equilibrio
O deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), que solicitou a audiência, ressaltou a urgência do tema, já que a atuação das plataformas afeta diretamente a concorrência, a circulação econômica e a proteção dos consumidores.</p>
<p>"A ideia central desse evento é demonstrar que o Parlamento está aberto ao diálogo com a sociedade civil, a comunidade técnica, a academia e o setor produtivo, para construir soluções equilibradas, compatíveis com os desafios da economia digital contemporânea", reforçou Alencar.</p>
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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:26:00 -0300</pubDate>
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<title>Comissão debate projeto que cria regras para contratos entre fornecedores e distribuidores</title>
<link>https://www.republicaplay.com.br/noticia/comissao-debate-projeto-que-cria-regras-para-contratos-entre-fornecedores-e-distribuidores-2203</link>
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<description>Informações: Agência Câmara Notícias</description>
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<content:encoded><![CDATA[<div id="image-container-1270614" class="image-container" style="float: none; margin: 45px 0px; width: 100%;" data-midia="1270614">
<div class="midia-creditos">Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados</div>
<div class="media-wrapper"></div>
<div class="midia-legenda">Zé Adriano quer aprofundar o debate sobre o tema</div>
</div>
<p data-start="75" data-end="431">A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira (13), audiência pública para discutir o Projeto de Lei 2059/19, que cria regras para contratos entre fornecedores e distribuidores.</p>
<p data-start="75" data-end="431">O debate foi proposto pelo deputado Zé Adriano (PP-AC) e está marcado para as 16 horas, em plenário a ser definido.</p>

<a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/81964">Veja quem foi convidado</a>

<p data-start="567" data-end="832">O deputado ressalta que a proposta estabelece marcos para o fornecimento, a revenda e o uso de marcas, definindo obrigações e vedações recíprocas entre os agentes econômicos.</p>
<p>"Dada a amplitude do texto, que abrange praticamente todo o setor produtivo, faz-se necessário aprofundar o debate sobre a compatibilidade das novas regras com a dinâmica atual das relações privadas", diz.</p>
<p data-start="834" data-end="1056">Zé Adriano afirma que temas como prazos contratuais mínimos de cinco anos e responsabilidades em casos de rescisão imotivada exigem análise cuidadosa quanto aos impactos na segurança jurídica e nos custos de transação.</p>
<p data-start="834" data-end="1056">Ele acrescenta ainda que a existência de debates jurídicos no Supremo Tribunal Federal e manifestações técnicas do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre modelos regulatórios semelhantes reforça a oportunidade desta audiência.</p>
<p data-start="1306" data-end="1463">“O intuito é assegurar que a futura norma promova um ambiente de negócios equilibrado, respeitando a liberdade de iniciativa e a livre concorrência”, conclui.</p>
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<category>Política</category>
<dc:creator>Ebenézer Netto</dc:creator>
<pubDate>Wed, 13 May 2026 09:26:00 -0300</pubDate>
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